Ao som de “1901” da
cantora Birdy, escrevo mais um dia de academia, as músicas dela meio
que inspira a escrever.
Hoje foi um daqueles
dias em que fiquei estressado, perdi o cartão de passar na roleta da
academia, e não tinha dinheiro para solicitar outro, ciente de que
mesmo assim eles me deixariam entrar até fazer outro, bateu uma
raiva pois foi descuido meu da última vez deixar sobre a mureta da
cozinha e não ter guardado, minha mãe tinha pego na mão 3 vezes e
não sabia o que era ou de quem era, assim no final de semana ele se
perdeu da mureta e só fui dar conta hoje antes de sair. _Que droga, logo
hoje que acordei a 6 da manhã e estava empolgado para exercitar! Era
o que eu dizia baixinho. Pois é, algumas coisas acontecem e nunca
nada provavelmente sai do jeito que imaginamos, coisas subitamente,
sem esperar nascem atrapalhando os planos. Sentado na cadeira da
cozinha, tive que me levantar e esmurrar a parede para que minha
raiva passasse, infelizmente ainda tenho essas infantilidades que
pretendo perder com o tempo, mas foi o que me fez acalmar e pensar, “
já que o instrutor deixa entrar sem o cartão hoje, não posso
deixar de ir, e aí, será que eu estou tentando descontar a raiva de
ter perdido o cartão e não ir, ou eu simplesmente não quero ir?”.
Peguei minha toalha e parti.
Deveria ter falado
sobre essa pessoa antes, em outras postagens, desde que comecei a
academia, reencontrei um cara que nunca conversusamos, mas na minha
adolescência foi o pivô de um amor platônico. Eu sempre me
apaixonava e foi quando me apaixonei por uma vizinha, devido a mini
sério “Presença de Anita” a qual eu achava ela igualzinha, me
apaixonei por ela e a desenhava deliberadamente, eu sabia que eu era
um gordo que nunca teria chances com ela, mas olhá-la pela freaste
da janela do meu quarto ela no portão da sua casa era minha forma de
estar perto. Ela começou a namorar esse cara a qual tem um apelido
muito engraçado, e hoje ouvi chamando ele pelo mesmo apelidado,
Madeira.
Não sinto mais nada
por ela, e lembro de ter odiado o cara naquela época, (risos), como
a adolescência é a pior faze do melhor da vida, como eu queria ser
visto e chamar atenção dela que fosse pelo menos com desenhos.
Hoje madeira ficou
enchendo o saco de um gordinho que exercitava chamando o sujeito de
maionese. _Vai maionese, para de puxar pesos e vai correr na esteira
se não, não emagrece! Deveriam ser muito amigos pois se fosse
comigo em outros tempos teria ficado triste e socado a cara dele.
(Risos).
Observei arranhado nas
costas do gordinho, a mostra na camiseta cavada, foi então que
percebi que se tratava de estrias pelo emagrecimento, eram enormes.
Tiro o chapei pelas estrias que nasceram pelo esforço e determinação
que deveria ter tido pois na verdade o gordinho era mais magro que
eu.
Hoje corri na esteira um pouco mais do que a última vez, fiz mais abdominal do que a última vez, e estou mais contente do que a última vez. Agora tenho de me preocupar em fazer outro cartão.

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