Fato, quando nos apaixonamos não importa se a pessoa é gorda, magra, escura, branca, cabelo liso ou cabelo enrolado, a paixão nasce de meios não muitos específicos para ciência, nos apaixonamos as vezes por um olhar, um gesto de carinho. Não faço ideia quando foram os primeiros relatos de paixão, amor e desejo, mas sei que completa a vida dos seres humanos, tornando essencial para uma vida feliz e bela.
Declaro aqui a não aceitação do corpo uma barreira para qualquer tipo de relacionamento, eu não tenho o espírito de cantar e encantar, (até tenho) mas não sei utilizar ou tenho vergonha de não ser bem aceito descontando assim que tudo não da certo por não ser atraente e desejado. O corpo e beleza abre as portas para relacionamentos, isso não pode ser distorcido.
Na minha adolescência de gordinho, houve uma vez em que emagreci, foi uma única vez em que deveria ter mantido o corpo e não engordar novamente, mas são histórias em que não vem ao caso, somente relato que perdi a virgindade aos 17 anos depois de ter ficado tão magro que as minha mãos pareciam ossos, foi fato descobrir o sexo com a garota que eu era apaixonado desde os 13 (quer dizer, outra garota, eu me apaixonava sempre), eu sempre gordinho, apenas tinha o carinho dela, nossa amizade era tão intensa que depois que descobriu que a amava, foi sincera dizendo que não poderia me dar além de amizade, eu aceitei pois ficar próximo a ela, era pra mim um casamento sem ela saber, e realmente foi isso que aconteceu, eramos amigos inseparáveis de estudar na mesma sala de aula e ao voltar para casa e assistir filme de terror comendo bombons.
Foi então que decidi emagrecer e ficar seco, depois que ter injetado três "bombas" na veia, comecei a ficar musculoso e muito "pegavel". Então ela não resistiu e me pegou.
Vou contar... Engordei novamente porque tive de mudar de cidade e não conhecia ninguém e nem onde tinha acadêmia para continuar malhando, a "bomba" continuou ainda no meu corpo onde me engordou por não se exercitar, cai em depressão ao subir na balança ao descobrir que dos 75 quilos voei para os 110. Nessa nova cidade não fiz amizades e saia de casa apenas para trabalhar (no restaurante da minha mãe), a minha maior tristeza e desafio era ter de atravessar a cidade uma vez por mês para comprar meus mangás, pois a sensação que tinha era que todos me olhavam na rua.
A praia era linda e eu não sei até hoje o que aconteceu comigo, pois odiava ter que expor meu lindo corpo de 110 quilos a ela. Eu apenas sei que vacilei várias vezes comigo mesmo. Graças a Deus sempre acho um jeito de recomeçar, tudo de novo.
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