Tudo cansa, por incrível que pareça a rotina é a minha inimiga,
mas por incrível que pareça eu cumpro horários e metas, sou ótimo funcionário e
sei lidar com os propósitos do dia a dia, e quando algo sai do rumo esperado eu me estresso, tenho em mente uma agenda do que tenho de fazer e encaro com
dureza, e encaro, entendendo que tenho apenas de esperar aquele dia da agenda
em que está marcado para acordar mais tarde e poder comer um pão frasquinho com
presunto e meu refrigerante.
No fundo eu não quero deixar de comer e viver a vida que vivo (o
bom da vida), meus confortos, somente tenho de administrá-la. Seria tão ruim
aceitar a ideia de que nunca poderei comer um x-tudo e beber coca cola. Isso é
quase que não viver, pra que viver se não vamos desfrutar daquilo que nos faz
bem, nos deixa feliz.
Quando era criança dizia sem querer que vamos ficar velhos e não
teremos aprendido nada, ainda não iremos saber nada, e realmente não sei lidar
com a vida até hoje.
Quando faço regime, aquilo que colocamos na cabeça, o regime começará segunda-feira, é terrível, pois é como se tivesse que toda vez seguir para a prisão, nunca vou deixar essa obsessão, esse
tormento? Estou cansado de comer algo
que saia fora da rotina do regime com culpa, com culpa de que tudo foi morro abaixo, e era uma simples bolacha, uma única bolacha do pacote.
A culpa inocente, eu não tenho culpa, mas me culpar por algo que
propus fazer e não sair como esperava me faz sentir fraco, um homem fraco que é derrotado pelos vícios.
Ainda me sinto sozinho meio a tudo isso e ainda sim tenho vontade de pegar minha mochila rumo a estrada sem destino certo. Largar mão. Largar internet e televisão, largar família, emprego e responsabilidades. Vida, porque não me fez um garoto sem esses tormentos psicológicos. Me pergunto se sem eles meus tormentos seriam outros e mesmo assim continuaria tendo tormentos? Isso faz parte de mim, é o meu eu emocional?
Ainda me sinto sozinho meio a tudo isso e ainda sim tenho vontade de pegar minha mochila rumo a estrada sem destino certo. Largar mão. Largar internet e televisão, largar família, emprego e responsabilidades. Vida, porque não me fez um garoto sem esses tormentos psicológicos. Me pergunto se sem eles meus tormentos seriam outros e mesmo assim continuaria tendo tormentos? Isso faz parte de mim, é o meu eu emocional?
Perguntas que não espero que ninguém as respondam, ouvir
palavras não amenizam a dor e insatisfação de si mesmo. O que amenizaria é se
enxergar e valorizar a si mesmo, valorizar seus tombos e troféus, ninguém as
vezes reconhece o bem que faz a si próprio. Ninguém
as vezes reconhece que a vida além de boa é um jogo de guerra, onde você é o
principal personagem e precisa chegar até o fim sã e salvo dos vícios, dos atritos da corrupção.
Hoje fui a acadêmia sem interesse, fui pela rotina, fui porque mais
um dia seria menos um dia.

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